sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A Maldição lançada por Jacques DeMolay

A Maldição lançada por Jacques DeMolay

No momento em que era amarrado no pelourinho, DeMolay gritava:
" - Vergonha! Vergonha! Vós estais vendo morrer inocentes. Vergonha sobre vós todos".
Enquanto DeMolay queimava na fogueira, ele disse suas últimas palavras:
"- Nekan, Adonai!!! Papa Clemente... Cavaleiro Guillaume de Nogaret... Rei Filipe; Intimo-os a comparecerem perante o Tribunal do Juiz de todos nós dentro de um ano para receberdes o seu julgamento e o justo castigo. Malditos! Malditos! Todos malditos até a décima terceira geração de suas raças!!!
Após essas palavras, Jacques DeMolay, inclinou a cabeça sobre o ombro e entregou sua alma ao Pai Celestial.
Do Palácio Real, Filipe assistia a morte de DeMolay e ouvira suas palavras. Ficou em silêncio mas bastante assustado. Mais tarde comentou com Nogaret: "Cometi um erro, devia ter mandado arrancar a língua de DeMolay antes de queimá-lo."
Quarenta dias depois, Filipe e Nogaret recebem uma mensagem: "O Papa Clemente V morrera em Roquemaure na madrugada de 19 para 20 de abril, por causa de uma infecção intestinal", Filipe e Nogaret olharam-se e empalideceram.
Rei Filipe IV, o Belo, faleceu em 29 de novembro de 1314, com 46 anos de idade, quando caiu de um cavalo durante uma caçada em Fountainebleau.
Guillaume de Nogaret acabou falecendo numa manhã da terceira semana de dezembro, envenenado.
Após a morte de Filipe, a sua dinastia, que governava a França a mais de 3 séculos, foi perdendo a força e o prestígio. Junto a isso veio a Peste Negra e a Guerra dos Cem Anos, a qual tirou a dinastia dos Capetos do poder, passando para a dinastia dos Valois.
Hoje tomamos Jacques DeMolay como símbolo de lealdade e tolerância e lembramos dos seus feitos de coragem, homenageando-o, colocando o seu nome em nossa Ordem.

Outras fontes indicam uma outra versão da Última Prece proferida por Jacques DeMolay no Cadafalso

"Senhor,

permiti-nos refletir sobre os tormentos que a iniqüidade e a crueldade nos fazem suportar.

Perdoai, ó meu Deus, as calúnias que trouxeram a destruição à Ordem da qual Vossa Providência me estabeleceu chefe.

Permiti que um dia o mundo, esclarecido, conheça melhor os que se esforçam em viver para Vós.

Nós esperamos, da Vossa Bondade, a recompensa dos tormentos e da morte que sofremos para gozar da Vossa Divina Presença nas moradas bem-aventuradas.

Vós, que nos vedes prontos a perecer nas chamas, Vós, que nos vedes prontos a perecer nas chamas, vós julgareis nossa inocência.

Intimo o papa Clemente V em quarenta dias e Felipe o Belo em um ano, a comparecerem diante do legítimo e terrível trono de Deus para prestarem conta do sangue que injusta e cruelmente derramaram."

Esta é uma outra versão da prece proferida no dia 18 de março de 1314, no momento em que o
Grão-Mestre Jacques DeMolay e seu fiel companheiro foram supliciados.

Os gases letais interromperam o anátema, DeMolay dobrou-se e perdeu os sentidos. O impacto inesperado deixou a multidão estarrecida. Não esperavam essa reação, mas cada um sentiu em si o peso da injustiça e a certeza que a maldição se cumpriria. Quarenta dias depois, Felipe e Nogaret receberam uma mensagem "o Papa Clemente morrera". Felipe e Nogaret olharam-se e empalideceram, no pergaminho dizia que a morte ocorrera entre o dia 19 e 20 de abril. O Papa Clemente morreu pôr ingerir esmeraldas reduzidas a pó( para curar sua febre e um ataque de angústia e sofrimento) que provavelmente cortaram seus intestinos. O remédio foi receitado por médicos desconhecidos, quando retornava a sua cidade natal. Guilherme de Nogaret veio a falecer numa manhã da terceira semana de Maio, envenenado por uma vela feita por Evrard, antigo Templário, com a ajuda de Beatriz d'Hirson. O veneno contido na vela era composto de dois pós; de cores diferentes:

- Cinza: Cinzas da língua de um dos irmãos de d'Aunay , elas tinham um poder sobrenatural para atrair o demônio.

- Cristal Esbranquiçado: "Serpente de faraó" Provavelmente sulfocia de mercúrio. Gera por combustão: Ácido Sulfúrico, vapores de mercúrio e compostos anidridos podendo assim provocar intoxicações. Morreu vomitando sangue, com câimbras, gritando o nome daqueles que morreram por suas mãos. Felipe o Belo veio a morrer em 27 de Novembro de 1314, com 46 anos de idade, em uma caçada. Saiu a caçar com seu camareiro, seu secretário particular e alguns familiares na floresta de Pont-Sainte-Maxence. Sempre acompanhado de seus cães foram em busca de um raro cervo de 12 galhos visto perto ao local. O rei acabou perdendo-se do grupo e encontrou um camponês que o ajuda a localizar o cervo. Achando-o e estando pronto a atacar-lhe percebeu uma cruz que brilhava, começou a passar mal e caiu do cavalo. Foi achado por seus companheiros e levado de volta ao palácio repetindo sempre " A cruz, a cruz.." Pediu como o Papa Clemente em seu leito de morte que fosse levado a sua cidade natal ; no caso do rei, Fontainebleau. " A mão de Deus fere depressa, sobretudo quando a mão dos homens ajuda" teria dito um dos Templários remanescentes, jurando vingança.

Fonte http://www.culturabrasil.org/demolay.htm

História da Ordem DeMolay

História da Ordem DeMolay

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Jacques DeMolay

Jacques DeMolay

Jacques DeMolay nasceu em Vitrey, na França, no ano de 1244. Pouco se sabe de sua família ou sua primeira infância. Sabe-se que na idade de 21 anos, ele tornou-se membro da Ordem dos Cavaleiros Templários

A Ordem participou destemidamente de numerosas Cruzadas, e o seu nome era uma palavra de ordem de heroísmo, quando, em 1298, DeMolay foi eleito Grão Mestre. Era um cargo que o classificava como e muitas vezes acima de grandes lordes e príncipes. DeMolay assumiu o cargo numa época em que a situação para a Cristandade no Oriente estava ruim. Os infiéis sarracenos haviam conquistado os Cavaleiros das Cruzadas e capturado a Antioquia, Trípoli, Jerusalém e Acre. Restaram somente os "Cavaleiros Templários" e os "Hospitalários" para confrontarem-se com os sarracenos. Os Templários, com apenas uma sombra de seu poder anterior, se estabeleceram na ilha de Chipre, com a esperança de uma nova Cruzada. Porém, as esperanças de obterem auxílio da Europa foram em vão pois, após 200 anos, o espírito das Cruzadas havia-se extinguido.

Os Templários foram fortemente entrincheirados na Europa e Grã-Bretanha, com suas grandes casas, suas ricas propriedades, seus tesouros de ouro; seus líderes eram respeitados por príncipes e temidos pelo povo, porém não havia nenhuma ajuda popular para eles em seus planos de guerra. Foi a riqueza, o poder da Ordem, que despertou os desejos de inimigos poderosos e, finalmente, ocasionou sua queda.

Em 1305, Felipe, o Belo, então Rei de França, atento ao imenso poder que teria se ele pudesse unir as Ordens dos Templários e Hospitalários, conseguindo um titular controle, procurou agir assim. Sem sucesso em seu arrebatamento de poder, Felipe reconheceu que deveria destruir as Ordens, a fim de impedir qualquer aumento de poder do Sumo Pontificado, pois as Ordens eram ligadas apenas à Igreja.

Filipe "O Belo"...

Filipe IV, O belo

O ano de 1305 encontra a Ordem dos Cavaleiros do Templo e a Ordem dos Hospitalários sediados na ilha de Chipre, pois os muçulmanos haviam retomado a Terra Santa. Ansiavam por uma última Cruzada, que jamais ocorreu. O rei da França Felipe de Valois, conhecido como “Felipe o Belo”, concebeu um plano voltado a apoderar-se da enorme riqueza dos Templários e ter perdoada sua enorme dívida para com a Ordem e assim amealhar recursos para seus projetos temporais de ampliação territorial sobre a Inglaterra. Para tanto precisava da aquiescência do papa Clemente V (Bernardo de Goth, ex-arcebispo de Bordeaux) que, imediatamente, concebeu o plano de unificar as duas Ordens rivais, ou subordinar todos aos Hospitalários. Convocou os dois Grãos Mestres de ambas as Ordens a um encontro em Paris. O Grão Mestre dos Hospitalários deu uma desculpa convincente e faltou ao encontro. Jacques De Molay, Grão Mestre dos Templários, então contando quase 70 anos de idade, compareceu ao encontro com dois documentos: um plano detalhado para uma nova Cruzada (que presumia ser o principal motivo da convocação) e um arrazoado explicando as diferenças e motivos que considerava relevantes para manter Templários e Hospitalários como ordens distintas.

De Molay foi recebido com todas as honras em Paris. Durante dois anos – período durante o qual Felipe de Valois ficou de apresentar sua decisão final sobre os dois documentos trazidos por Jacques De Molay – Guilherme de Nogaret, ministro de Felipe “o Belo”, arquitetou o plano para aprisionar a um só tempo todos os Templários em todos os pontos da Europa. Foram expedidas cartas lacradas aos senescais (líderes políticos e religiosos locais) de todas as paróquias com ordens expressas de somente abri-las a 12 de setembro de 1307. Naquela data, Jacques De Molay contava-se entre os maiores nobres da Europa a carregarem o caixão da princesa Catarina, falecida esposa do irmão do rei Felipe, Carlos de Valois. No mesmo momento em que o Grão Mestre dos Templários participava deste solene evento fúnebre em companhia dos nobres, não havia meios que lhe permitissem saber da trama, menos ainda do conteúdo das cartas que, abertas, tornariam a sexta-feira 13 (naquele caso de setembro de 1307) o dia mais aziago do ano: 15 mil homens (o número total de Cavaleiros Templários) deveriam ser aprisionados em grilhões especialmente confeccionados e despachados a todos os pontos com esta finalidade.

DeMolay e milhares de outros Templários foram presos e atirados em calabouços. Foi o começo de sete anos de celas úmidas e frias e torturas desumanas e cruéis para DeMolay e seus cavaleiros. Felipe forçou o Papa Clemente V a apoiar a condenação da Ordem, e todas as propriedades e riquezas foram transferidas para outros donos. O Rei forçou DeMolay a trair os outros líderes da Ordem e descobrir onde todas as propriedades e os fundos poderiam ser encontrados. Apesar do cavalete e outras torturas, DeMolay recusou-se.

Esse, de "Clemente" só tinha o "nick" que recebeu do Vaticano e olhe lá!

Papa Clemente V

Finalmente, em 18 de março de 1314, uma comissão especial, que havia sido nomeada pelo Papa, reuniu-se em Paris para determinar o destino de DeMolay e três de seus Preceptores na Ordem. Entre a evidência que os comissários leram, encontrava-se uma confissão forjada de Jacques DeMolay há seis anos passados. A sentença dos juizes para os quatro cavaleiros era prisão perpétua. Dois dos cavaleiros aceitaram a sentença, mas DeMolay não; ele negou a antiga confissão forjada, e Guy D'Avergnie ficou a seu lado. De acordo com os costumes legais da época, isso era uma retratação de confissão e punida por morte. A comissão suspendeu a seção até o dia seguinte, a fim de deliberar. Felipe não quis adiar nada e, ouvindo os resultados da Corte, ele ordenou que os prisioneiros fossem queimados no pelourinho naquela tarde.

Quando os sinos da Catedral de Notre Dame tocavam ao anoitecer do dia 18 de março de 1314, Jacques DeMolay e seu companheiro foram queimados vivos no pelourinho, numa pequena ilha do Rio Sena, destemidos até o fim. Apesar do corpo de DeMolay ter perecido naquele dia, o espírito e as virtudes desse homem, para quem a Ordem DeMolay foi denominada, viverão para sempre.

"Embora o corpo de DeMolay tivesse sucumbido aquela noite, seu espírito e suas virtudes pairam sobre a Ordem DeMolay, cujo nome em sua homenagem viverá eternamente."

Jacques DeMolay, com 70 anos, durante sua morte na fogueira intimou aos seus três algozes, a comparecer diante do tribunal de Deus, e amaldiçoando-os, bem como aos descendentes do Rei da França, Filipe "O Belo":

Fonte http://www.culturabrasil.org/demolay.htm

terça-feira, 8 de novembro de 2011

CURSO "A MAGIA DO PENTAGRAMA"


O Pentagrama é o maior símbolo de poder da história, usado pelos templários, maçons, bruxos, magos, médiuns e na maioria das culturas mágicas. Neste curso você aprenderá como utilizar o pentagrama aliado a encantamentos, aos salmos, a cromoterapia, as runas, a magia das velas e a numerologia, a utilização deste símbolo mágico o auxiliará a equilibrar a sua vida, trazendo-lhe os mais variados benefícios, obtendo em seu íntimo força, paciência, equilíbrio, perseverança e prosperidade.

Informações Importantes: Usar roupas claras e confortáveis durante os encontros, trazer um lenço branco ou encharpe branca para cobrir a cabeça.

Horários e data: 12/11 - 26/11 - 3/12 - 17/12 das 14hs às 17hs
Duração 2 meses - encontros quinzenais.


Facilitadora : Aline Santos

Jornalista, Terapeuta Holística, Taróloga, Cabalista, Sacerdotisa, Professora, Educadora Patrimonial, Escritora, Numeróloga, Pesquisadora de Ciências Ocultas, Palestrante, e atende nas áreas de Florais de Bach, Fitoterapia, Aromaterapia, Terapia com cristais, Reiki, Cura Prânica, Tarô Terapêutico e Numerologia.

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Cirandda da Lua – Espaço de Desenvolvimento Humano
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sábado, 5 de novembro de 2011

CONCEITO DE FAMÍLIA NO CONTEXTO DA MAÇONARIA

CONCEITO DE FAMÍLIA NO CONTEXTO DA MAÇONARIA

Ao longo dos tempos o conceito de família vem mudando de acordo com os acontecimentos e interesses coletivos. Nesse início de século, essas alterações apontam para uma família com alto grau de complexidade.

No que diz respeito a estabilidade, percebemos que alguns problemas acentuam a crise em que a família brasileira se encontra: o alto índice de migrações, separações conjugais, dissolução de vínculos entre pais e filhos, ausência de jurisprudência nas relações, a ausência dos pais na relação cotidiana, a falta de equilíbrio financeiro.

No que diz respeito a composição da família o que percebe-se é que os arranjos internos já são referência em grande parte das comunidades familiares. Lares sem a presença dos pais e quando existem podem não ser biológicos, mães que sozinhas são responsáveis pela subsistência da família, avós que cuidam dos netos e parentes e agregados que se aliam as famílias e passam a fazer parte da mesma.

A Família desempenha um papel decisivo na formação da sociedade por meio da edificação dos valores morais e intelectuais.

É no espaço "família" que são absorvidos os valores éticos e humanitários e onde se aprofundam os laços de solidariedade.

O grau de convivência entre as pessoas de uma sociedade familiar é traduzida pela capacidade com que as mesmas conciliam interesses de forma participativa em todos os níveis: nos problemas sociais, financeiros, relacionais e estruturais. Para tanto se faz necessário que algumas regras sejam respeitadas e algumas lições sejam aprendidas, como: Não agredir o semelhante, saber comunicar-se, saber interagir, decidir em grupo, se cuidar e cuidar dos outros, cuidar do lugar onde se vive e valorizar o saber social.

O exercício dessas práticas na convivência fortalece o compromisso e orienta o comportamento humano.

Para a Maçonaria, a família é o Núcleo da Sociedade e precisa ser respeitada e consolidada.

A família é para a Maçonaria a célula da humanidade. Quem não tem condições morais para ser um bom chefe de família, não pode ser maçom.

Quando não se devota ao lar, quando não se preocupa com a família, o Maçom é considerado um traidor, porque está transgredindo os compromissos que fez, está renegando os sagrados compromissos assumidos.

Sendo assim: Todo Maçom está sob constante vigilância da sua consciência e dos demais Maçons. O maçom que vier a saber que um Irmão afastou-se do cumprimento do dever para com sua família, é obrigado a comunicar o fato à Loja, para que sejam tomadas as devidas providências.

VAURÉLIO DA SILVA CHUVA
Membro da Loja Maçônica Estrela do Araguaia 1770
São Miguel do Araguaia - GO

Fonte: http://www.gobgo.org.br/cultural/2009/familia.html

V.I.T.R.I.O.L.

V.I.T.R.I.O.L.

V.I.T.R.I.O.L. não é exatamente uma palavra. Trata-se de um grupo de palavras formando uma frase de origem latina, com significado de grande profundidade e muito peculiar. Cada uma das letras corresponde à inicial de uma palavra e o conjunto delas forma a sigla: VITRIOL.

SIGLA, segundo está definido em alguns bons dicionários e enciclopédias, é uma espécie de abreviatura formada de iniciais ou primeiras sílabas das palavras de uma expressão que representa nome de instituição, entidade comercial, industrial, administrativa ou esportiva, como: ONU por Organização das Nações Unidas; BNDES por Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social; CBD por Confederação Brasileira de Desportos; PTB por Partido Trabalhista Brasileiro; DETRAN por Departamento de Trânsito. Pode designar também a letra inicial usada como abreviatura em manuscritos, medalhas e monumentos antigos; ou ainda como sinal cabalístico, rubrica, marca, sinal representativo de corporação, firma, profissão, etc.

VITRIOL é, portanto, a sigla composta das iniciais das palavras do Latim, que integram a frase: “Visita Interiora Terrae Rectificandoque Invenies Occultum Lapidem”, ou seja, “Visite o Interior da Terra e Retifique Integralmente a Oculta Lápide”. Existe toda uma complexa explanação alquímica, para explicar o que venha a ser “Oculta Lápide” ou “Pedra Oculta”, também conhecida como “Pedra Filosofal” ou “Pedra do Sábio”. Nós Maçons, poderíamos chamá-la de “Pedra Cúbica”, ou talvez, até de “Pedra Polida”.

Na verdade esta viagem ao interior da Terra está também revestida de profundo simbolismo. Ninguém poderia imaginar uma viagem penetrando perpendicularmente rumo ao centro da Terra, onde existe lava incandescente a temperaturas altíssimas! – Júlio Verne talvez – O que de fato está proposto é uma busca introspectiva, possivelmente lenta, porém, persistente e gradual, na busca do conhecimento.

No processo ritualístico pelo qual passa o candidato a Aprendiz Maçom, consta sua permanência na “Câmara de Reflexões”. Seria ali, num ambiente sombrio, cercado de um grande número de objetos e símbolos, com tantos significados distintos, que ele empreenderia a dita viagem ao interior de si mesmo? Num momento de extrema tensão, sem saber a razão pela qual estava naquele lugar, senão por suas próprias deduções nem sempre muito coerentes, devido às circunstâncias, sem saber por quanto tempo permaneceria ali, nem o que estava por vir...

Alheamento – Silêncio:

Embora o nome “Câmara de Reflexões” sugira introspecção, as condições são bastante adversas e o tempo insuficiente para aquela viagem proposta e defendida por Sócrates, “conhece-te a ti mesmo”. Esta busca, além de muita dedicação e estudo, requer um estado de espírito absolutamente sereno, isento de preocupações de qualquer natureza.

A iniciação nos Augustos Mistérios representa tão somente um marco decisório, a intenção de perseguir a partir dali, o aperfeiçoamento moral, espiritual e o compromisso de buscar o conhecimento que lhe fará uma pessoa melhor a cada dia. A transformação não acontece num passo de mágica, apenas com a sagração a Aprendiz Maçom.

A sigla VITRIOL, vem sendo usada até mesmo como método de formação e treinamento de empreendedores (VENDEDORES). É o mercantilismo da filosofia onde ela deveria ser tratada com o maior respeito, pois se encontra em seu estado mais sublime e puro. Por ser uma sigla formada a partir de uma expressão em Latim, e de fundo profundamente filosófico, ela permite múltiplas interpretações, especulações e divagações... Sabemos que as traduções nem sempre representam com fidelidade o pensamento contido no texto original, pois as palavras têm conotações próprias para cada idioma. Quando tratamos de coisas subjetivas, alegóricas ou místicas, aí então fica bem mais difícil uma tradução linear. Quer nos parecer que o mais adequado seria uma versão, ainda que ela não coincidisse com as letras da sigla, mas que expressasse seu verdadeiro sentido. Algo como: “Busque no interior de si mesmo o aperfeiçoamento de seu caráter”.

Se quisermos divagar um pouco sobre o tema VITRIOL do ponto de vista maçônico, podemos deduzir que a Câmara de Reflexões é uma caverna, ou o interior da terra, onde o profano (candidato) passa pelo processo de renascimento. Da morte material para o renascer espiritual. O “retificar-se” pode ser entendido como tornar seu comportamento reto, isento de desvios, ou seja; abolir os vícios, para ser um novo indivíduo, com novos padrões de conduta. Assim será revelada ao novo homem, a pedra bruta que existe dentro de si e que precisa ser trabalhada.

Não é suficiente ter conhecimento da existência de tal pedra, se nada for feito no sentido de desbastar suas arestas, de remover suas imperfeições. É necessário aprimorá-la na prática de boas ações, no exercício do amor ao próximo, dedicação familiar, fraternidade, humildade, tolerância e respeito. Se a pedra não for trabalhada, de nada vale sabermos que ela existe.

Na frase latina, a palavra terrae tem uma conotação bastante distinta do que sugere o significante: Terra, que designa um planeta do sistema solar. Esta mesma palavra pode tomar um sentido conotativo bastante diferente, sendo entendida simbolicamente como útero materno; local onde somos gerados. (Cabe aqui uma breve explanação sobre significante e significado. A palavra tomada isoladamente ou num determinado contexto; sentido denotativo ou conotativo – Exemplo: papagaio = ave da família das psitaciformes; pessoa tagarela, repetitiva; pandorga, pipa; nota promissória; bilhete; exclamação.) O retorno ao útero (visita) significando a possibilidade de um renascimento. Renascer uma pessoa melhor, de caráter reto (retificandoque), despido das imperfeições e dos vícios que carregava. Como? – Encontrando (invenies) a pedra oculta (occultum lapidem) e trabalhando-a para torná-la justa e perfeita. Estando ciente de que a tal pedra existe e que ela se encontra no interior (interiora) de cada um de nós, está dado o primeiro passo. Depois será a busca do conhecimento.

Quem quer que se empenhe na dura obra do seu aperfeiçoamento espiritual deve penetrar no âmago do seu ser, com o propósito sincero de encontrar e eliminar todas as imperfeições por ventura encontradas. E elas certamente não serão poucas. Este caminho a percorrer haverá de levá-lo à descoberta da Pedra Filosofal ou Pedra Polida; que é o princípio, a Centelha Divina que repousa viva dentro de cada um de nós.

Quando nascemos, trazemos algumas características genéticas que podem nos predispor a desenvolvermos certas doenças ou aptidões intelectuais. Entretanto, nosso caráter é uma folha de papel em branco, na qual irá aos poucos sendo impresso tudo aquilo que nos for transmitido. O bem ou o mal não existem em si mesmos, intrinsecamente. Eles serão desenvolvidos de conformidade com o meio, com os hábitos desenvolvidos, práticas ou costumes, através da educação recebida no lar e da educação formal. Só mais tarde adquirimos um nível de consciência capaz de discernir ou escolher entre o que seria o bem ou o mal, de conformidade com o que tenha sido impresso na folha de papel de que falamos. A tendência natural é preponderar o que tenha maior peso em nosso aprendizado. Nossos valores podem ser modificados mesmo na fase adulta, mas o processo é bem mais complexo e demorado.

Nesses tempos modernos em que vivemos, quando se valoriza sobremodo os bens materiais, superestimando o ter em detrimento do ser, e somos invadidos todo tempo por uma avalanche de informações, quando os falsos alquimistas nos vendem suas fórmulas mágicas para o enriquecimento, enquanto a ganância de povos e nações promove guerras e agressões à natureza colocando em risco a existência da humanidade, parece não haver tempo para reflexões. Tudo é urgente. O aqui e agora não nos permite sequer educar convenientemente nossos filhos. A tecnologia, a Internet, os vídeo-games estão a substituir a educação paterna indo aos poucos minando até mesmo culturas milenares como a dos asiáticos. Parece que nos resta gritar por socorro ao espírito de Sócrates que nos ajude na tentativa desesperada de conhecermo-nos a nós mesmos! Logrando tal intento, é nosso dever como Maçons, sermos o sal da terra. Isto é, transmitir esse conhecimento a outras pessoas. Assim estaremos contribuindo para um mundo melhor; mais humano, menos violento, possivelmente mais fraterno, com menos corrupção, mais justo e perfeito.

Portanto, meus irmãos, a prática de uma VITRIOL faz bem, é necessária e não tem contra-indicação...

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RUI GONÇALVES DOCA
Membro da Loja Maçônica Liberdade e União 1158
Goiânia - GO

Fonte: http://www.gobgo.org.br/cultural/2009/vitriol.html

O EVANGÉLICO E A MAÇONARIA

Quando eu ainda era jovem, estudei em um colégio religioso; e por sinal um excelente educandário. Lá, dentre as muitas orientações que repassavam para os alunos, uma delas era que o evangélico (protestante) não pertencia a Deus, e sim, ao Diabo.

Passados alguns anos, conhecendo melhor o evangelismo, conclui que o evangélico fiel e obediente também pertence a Deus tanto quanto aqueles religiosos. Haja vista, que tive o privilégio de me tornar um evangélico.

Hoje, ouve-se dizer que certas religiões não aprovam os princípios maçônicos e alegam, inclusive, que a Maçonaria é de origem satânica, e que os maçons pertencem ao Demônio.

Infelizmente muitos evangélicos fazem coro com aquelas outras religiões, pregando a mesma coisa, isto é, que a maçonaria é diabólica e que os maçons são de Satã. Certo escritor protestante até já chegou a dizer que o evangélico maçom é um falso crente.

Outros evangélicos vão mais longe. Dizem eles que a Maçonaria promove a idolatria, afirmando que "ela admite um tal de ''São João da Escócia" ou "São João de Jerusalém" como padroeiro, e abre os seus trabalhos em seu nome."

Realmente a Maçonaria abre seus trabalhos em nome de São João, como padroeiro. Mas os críticos se esquecem de que padroeiro, segundo Aurélio, é o mesmo que patrono. E patrono é aquele que serve de exemplo, que é espelho, modelo ou paradigma. 0 Exército Brasileiro tem o seu patrono, o Duque de Caxias, e nunca se viu nenhum evangélico deixar de seguir a carreira militar por ter o Caxias como patrono. Tem mais, em toda solenidade de formatura, sobretudo, de curso superior, existe alguém como patrono; e jamais soube-se que um evangélico se omitisse em participar daquele ato porque lá estivesse a figura de patrono.

Há evangélico anunciando por aí que a Maçonaria é religiosamente sincretista. Não é verdade. Para se ingressar na Maçonaria o candidato necessita, sim, professar uma religião. Com isso o maçom pode e dever pertencer a um segmento religioso. E isso não demonstra sincretismo religioso. Pelo contrário, vem provar que a Maçonaria não é religião mas aceita nos seus quadros a convivência de todos os credos religiosos.

Porém não é somente na Maçonaria que os integrantes de vários credos religiosos se inter-relacionam. Não. Nas repartições públicas ou privadas, nos bancos ou em quaisquer outros órgãos, vamos encontrar funcionários dessas instituições professando as mais diversas crenças. E no entanto, ninguém é discriminado ou escandalizado pelo seu princípio de fé ou crença. Geralmente todos trabalham na mais perfeita harmonia e ordem, relacionando-se muito bem entre si.

A Maçonaria é também censurada por determinados evangélicos quanto aos, segredos maçônicos. Esses crentes dizem que na Igreja Evangélica nada há em oculto, tudo é feito à vista de todos, e as suas reuniões privativas nada têm de secretismo."

Todavia a Bíblia não diz assim e a prática não confirma tal afirmação. As Sagradas Escrituras, em Mateus - 8:4, registram: "Disse então Jesus ao leproso que havia curado: Olha, não digas a ninguém, mas vai e mostra-te ao sacerdote ...". Ainda em Apocalipse -10:4 está escrito.. "Guarda em segredo as cousas que os sete trovões falaram, e não as escreve". Há também assuntos tratados no seio das igrejas que não são levados ao conhecimento público da congregação; sobretudo nas chamadas reuniões privativas, as quais, entende-se, são a mesma coisa que secretas.

Portanto as referências ora mencionadas são exemplos de segredo ou sigilo. As primeiras os evangélicos devem conhecer, pois são bíblicas. E as outras, especialmente os líderes, com certeza as praticam em suas reuniões administrativas particulares e privativas.

A maçonaria também é criticada por alguns protestantes pela adoção dos símbolos.

Na realidade existem muitos símbolos maçônicos. Todavia, todos eles têm os seus significados específicos, como a Estrela Radiante, que é o emblema da Divindade; e tantos outros, os quais vão sendo conhecidos de acordo com os graus atingidos pelo maçom.

Por outro lado, no mundo profano também encontram-se vários símbolos, dentre eles, a Bandeira Nacional que é o símbolo da Pátria; a balança no direito, simbolizando a Justiça; e muitos outros.

A Bíblia, por sua vez, mostra também, muitos e muitos símbolos, tais como o arco-íris, símbolo que representa uma aliança entre Deus e os homens, e ainda a beleza, respectivamente (Gênesis - 9:13 e Apocalipse - 4:3), o cavalo, símbolo da força (Apocalipse - 6); o dragão, simbolizando Satanás (Apocalipse - 13). Há inúmeros outros símbolos contidos no Livro Sagrado.

Existem evangélicos afirmando que a Maçonaria é uma Instituição Pagã. Aí há mais um erro por eles cometido. Pois os trabalhos em uma loja maçônica são abertos invocando o auxílio do Supremo Arquiteto do Universo, que é o próprio Deus. E esse Supremo Arquiteto é relatado em Hebreus - 11:3 e 10, e Jeremias - 10:12. Pois em toda abertura dos trabalhos lê-se um texto no Livro da Lei (Bíblia), de conformidade com o grau em que estão sendo realizados os trabalhos.

E tem mais, pode-se afirmar que existe dentro da Maçonaria um respeito muito grande entre os irmãos quanto aos seus princípios ideológicos, culturais e acima de tudo religiosos.

Finalizando, quero testemunhar que há mais de quarenta anos sou evangélico, e tenho plena convicção que, graças a Deus, não sou do Diabo, como antes ouvia afirmar. Outrossim, há aproximadamente quinze anos sou maçom, e me sinto também confiante de que não pertenço a Satanás como muitos afirmam por aí, mas a Deus, o Supremo Arquiteto do Universo.

Portanto, irmãos, o evangélico pode e deve ser um maçom, acima de tudo justo, verdadeiro e eficiente.

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NILSON RIBEIRO LEITE
Membro das Lojas Maçônicas
Aprendizes do Bem 1940
Luz no Horizonte 2038

Fonte: http://www.gobgo.org.br/cultural/2009/evangelico.html

LOJA MAÇÔNICA NO PRESÍDIO

GRANDE ORIENTE DO ESTADO DE GOIÁS - GOEG

LOJA MAÇÔNICA NO PRESÍDIO

Luiz Gonzaga Marques

LOJA MAÇÔNICA NO PRESÍDIO
Foto ilustrativa

Nasceu no Presídio de Santa Leopoldina, Província de Goyaz, a Loja Maçônica “Fraternidade Araguayana”, a 2ª (segunda) em antiguidade (Grande Oriente do Estado de Goiás).

Criado pela Lei Imperial de 29 de janeiro de 1.849, esse Presídio Militar foi construído no Governo Provincial do Dr. Eduardo Olympio Machado, pelo Doutor em matemática, João Batista de Castro Morais Anta.

Desde o início, o estabelecimento tornou-se conhecido apenas pela denominação de Leopoldina, nome que também teve a povoação que se formou ali na margem direita do Rio Araguaia e na confluência do Rio Vermelho, território goiano.

Com a chegada de religiosos, a localidade passou a ser chamada de Santa Leopoldina.

De 1939 a 1958, sustentou a condição de Distrito do Município de Goiás; por força da Lei Estadual nº 2.427, de 18 de dezembro de 1958, foi levado à categoria de Município, instalado no dia 1º de janeiro de 1959, com o nome de Aruanã.

A historia conta que, sob a presidência do Dr. Antero Cícero de Assis, foi criada a Companhia de Aprendizes Militares, pelo decreto nº 5.205, de 3 de junho de 1876, instalada a 7 de setembro de 1877, e no seu quadro administrativo aproveitado o tenente reformado do Exército, Manoel Pereira de Mesquita, para ocupar o cargo de “Constructor”.

O ten. Manoel Pereira de Mesquita, Grau 30, do Quadro de Obreiros da Augusta Loja Capitular “Estrela do Oriente”, Oriente de Cuiabá-MT, participava da vida da Augusta e Respeitável Loja Capitular “Azylo da Razão”, Oriente de Villa Boa de Goyaz, Capital da Província de Goyaz, onde residia e era domiciliado.

No exercício do cargo, em Leopoldina, com autorização do Delegado Especial do Grande Oriente do Brasil na Província, Irmão Augusto Teixeira de Magalhães Leite, promoveu a fundação da Loja Simbólica “Fraternidade Araguayana”, com sede no Presídio de Leopoldina ou de Santa Leopoldina, já em plena atividade, na margem direita do majestoso Rio Araguaia. Foi seu primeiro e, talvez, o único e último Venerável-Mestre.

Para maior esclarecimento, “Presídio”, “Forte” ou “Fortaleza”, era estabelecimento que tinha à época, por função dar apoio à navegação e sustentação ao comércio desenvolvido pelas Companhias de Navegação, então existentes.

O termo “Presídio” não significava “Detenção”, “Prisão”, mas uma “Praça de Armas”, o que equivale a dizer que se tratava de uma “Vila” fortificada, com guarnição de soldados para cuidar da defesa contra eventuais invasões, armadas ou não, notadamente dos valentes guerreiros Carajás, hostis ao homem civilizado.

Ainda que desconhecida e irregular, não é ingenuidade histórica acreditar na existência dessa Loja Maçônica “Fraternidade Araguayana”, pois documento autêntico, datado de 1877, atesta e revela o fato de que tinha vida chancelado pelo Irmão Manoel Pereira de Mesquita.

Alias, demonstra o documento que o seu Venerável-Mestre, Irmão Manoel Pereira de Mesquita, escrevia, fluentemente, tinha grande conhecimento de Maçonaria, dominava as suas leis e regulamentos, era maçom identificado com a Ordem, competente para fundar e dirigir uma Loja Maçônica, em qualquer época e local diferente.

Autor: Luiz Gonzaga Marques é membro da Loja Maçônica "Liberdade e União", membro da Academia Goiana Maçônica de Letras, e ex- Ministro do Supremo Tribunal de Justiça Maçônico do Grande Oriente do Brasil.

Artigo publicado no jornal "Voz do Oriente" do Grande Oriente do Estado de Goiás, edição nº 04 de novembro e dezembro de 1995.

Fonte: http://www.gobgo.org.br/diversos/historia/LojaPresidio.html