
terça-feira, 8 de novembro de 2011
CURSO "A MAGIA DO PENTAGRAMA"

sábado, 5 de novembro de 2011
CONCEITO DE FAMÍLIA NO CONTEXTO DA MAÇONARIA
Ao longo dos tempos o conceito de família vem mudando de acordo com os acontecimentos e interesses coletivos. Nesse início de século, essas alterações apontam para uma família com alto grau de complexidade.
No que diz respeito a estabilidade, percebemos que alguns problemas acentuam a crise em que a família brasileira se encontra: o alto índice de migrações, separações conjugais, dissolução de vínculos entre pais e filhos, ausência de jurisprudência nas relações, a ausência dos pais na relação cotidiana, a falta de equilíbrio financeiro.
No que diz respeito a composição da família o que percebe-se é que os arranjos internos já são referência em grande parte das comunidades familiares. Lares sem a presença dos pais e quando existem podem não ser biológicos, mães que sozinhas são responsáveis pela subsistência da família, avós que cuidam dos netos e parentes e agregados que se aliam as famílias e passam a fazer parte da mesma.
A Família desempenha um papel decisivo na formação da sociedade por meio da edificação dos valores morais e intelectuais.
É no espaço "família" que são absorvidos os valores éticos e humanitários e onde se aprofundam os laços de solidariedade.
O grau de convivência entre as pessoas de uma sociedade familiar é traduzida pela capacidade com que as mesmas conciliam interesses de forma participativa em todos os níveis: nos problemas sociais, financeiros, relacionais e estruturais. Para tanto se faz necessário que algumas regras sejam respeitadas e algumas lições sejam aprendidas, como: Não agredir o semelhante, saber comunicar-se, saber interagir, decidir em grupo, se cuidar e cuidar dos outros, cuidar do lugar onde se vive e valorizar o saber social.
O exercício dessas práticas na convivência fortalece o compromisso e orienta o comportamento humano.
Para a Maçonaria, a família é o Núcleo da Sociedade e precisa ser respeitada e consolidada.
A família é para a Maçonaria a célula da humanidade. Quem não tem condições morais para ser um bom chefe de família, não pode ser maçom.
Quando não se devota ao lar, quando não se preocupa com a família, o Maçom é considerado um traidor, porque está transgredindo os compromissos que fez, está renegando os sagrados compromissos assumidos.
Sendo assim: Todo Maçom está sob constante vigilância da sua consciência e dos demais Maçons. O maçom que vier a saber que um Irmão afastou-se do cumprimento do dever para com sua família, é obrigado a comunicar o fato à Loja, para que sejam tomadas as devidas providências.
VAURÉLIO DA SILVA CHUVA
Membro da Loja Maçônica Estrela do Araguaia 1770
São Miguel do Araguaia - GO
V.I.T.R.I.O.L.
V.I.T.R.I.O.L. não é exatamente uma palavra. Trata-se de um grupo de palavras formando uma frase de origem latina, com significado de grande profundidade e muito peculiar. Cada uma das letras corresponde à inicial de uma palavra e o conjunto delas forma a sigla: VITRIOL.
SIGLA, segundo está definido em alguns bons dicionários e enciclopédias, é uma espécie de abreviatura formada de iniciais ou primeiras sílabas das palavras de uma expressão que representa nome de instituição, entidade comercial, industrial, administrativa ou esportiva, como: ONU por Organização das Nações Unidas; BNDES por Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social; CBD por Confederação Brasileira de Desportos; PTB por Partido Trabalhista Brasileiro; DETRAN por Departamento de Trânsito. Pode designar também a letra inicial usada como abreviatura em manuscritos, medalhas e monumentos antigos; ou ainda como sinal cabalístico, rubrica, marca, sinal representativo de corporação, firma, profissão, etc.
VITRIOL é, portanto, a sigla composta das iniciais das palavras do Latim, que integram a frase: “Visita Interiora Terrae Rectificandoque Invenies Occultum Lapidem”, ou seja, “Visite o Interior da Terra e Retifique Integralmente a Oculta Lápide”. Existe toda uma complexa explanação alquímica, para explicar o que venha a ser “Oculta Lápide” ou “Pedra Oculta”, também conhecida como “Pedra Filosofal” ou “Pedra do Sábio”. Nós Maçons, poderíamos chamá-la de “Pedra Cúbica”, ou talvez, até de “Pedra Polida”.
Na verdade esta viagem ao interior da Terra está também revestida de profundo simbolismo. Ninguém poderia imaginar uma viagem penetrando perpendicularmente rumo ao centro da Terra, onde existe lava incandescente a temperaturas altíssimas! – Júlio Verne talvez – O que de fato está proposto é uma busca introspectiva, possivelmente lenta, porém, persistente e gradual, na busca do conhecimento.
No processo ritualístico pelo qual passa o candidato a Aprendiz Maçom, consta sua permanência na “Câmara de Reflexões”. Seria ali, num ambiente sombrio, cercado de um grande número de objetos e símbolos, com tantos significados distintos, que ele empreenderia a dita viagem ao interior de si mesmo? Num momento de extrema tensão, sem saber a razão pela qual estava naquele lugar, senão por suas próprias deduções nem sempre muito coerentes, devido às circunstâncias, sem saber por quanto tempo permaneceria ali, nem o que estava por vir...
Alheamento – Silêncio:
Embora o nome “Câmara de Reflexões” sugira introspecção, as condições são bastante adversas e o tempo insuficiente para aquela viagem proposta e defendida por Sócrates, “conhece-te a ti mesmo”. Esta busca, além de muita dedicação e estudo, requer um estado de espírito absolutamente sereno, isento de preocupações de qualquer natureza.
A iniciação nos Augustos Mistérios representa tão somente um marco decisório, a intenção de perseguir a partir dali, o aperfeiçoamento moral, espiritual e o compromisso de buscar o conhecimento que lhe fará uma pessoa melhor a cada dia. A transformação não acontece num passo de mágica, apenas com a sagração a Aprendiz Maçom.
A sigla VITRIOL, vem sendo usada até mesmo como método de formação e treinamento de empreendedores (VENDEDORES). É o mercantilismo da filosofia onde ela deveria ser tratada com o maior respeito, pois se encontra em seu estado mais sublime e puro. Por ser uma sigla formada a partir de uma expressão em Latim, e de fundo profundamente filosófico, ela permite múltiplas interpretações, especulações e divagações... Sabemos que as traduções nem sempre representam com fidelidade o pensamento contido no texto original, pois as palavras têm conotações próprias para cada idioma. Quando tratamos de coisas subjetivas, alegóricas ou místicas, aí então fica bem mais difícil uma tradução linear. Quer nos parecer que o mais adequado seria uma versão, ainda que ela não coincidisse com as letras da sigla, mas que expressasse seu verdadeiro sentido. Algo como: “Busque no interior de si mesmo o aperfeiçoamento de seu caráter”.
Se quisermos divagar um pouco sobre o tema VITRIOL do ponto de vista maçônico, podemos deduzir que a Câmara de Reflexões é uma caverna, ou o interior da terra, onde o profano (candidato) passa pelo processo de renascimento. Da morte material para o renascer espiritual. O “retificar-se” pode ser entendido como tornar seu comportamento reto, isento de desvios, ou seja; abolir os vícios, para ser um novo indivíduo, com novos padrões de conduta. Assim será revelada ao novo homem, a pedra bruta que existe dentro de si e que precisa ser trabalhada.
Não é suficiente ter conhecimento da existência de tal pedra, se nada for feito no sentido de desbastar suas arestas, de remover suas imperfeições. É necessário aprimorá-la na prática de boas ações, no exercício do amor ao próximo, dedicação familiar, fraternidade, humildade, tolerância e respeito. Se a pedra não for trabalhada, de nada vale sabermos que ela existe.
Na frase latina, a palavra terrae tem uma conotação bastante distinta do que sugere o significante: Terra, que designa um planeta do sistema solar. Esta mesma palavra pode tomar um sentido conotativo bastante diferente, sendo entendida simbolicamente como útero materno; local onde somos gerados. (Cabe aqui uma breve explanação sobre significante e significado. A palavra tomada isoladamente ou num determinado contexto; sentido denotativo ou conotativo – Exemplo: papagaio = ave da família das psitaciformes; pessoa tagarela, repetitiva; pandorga, pipa; nota promissória; bilhete; exclamação.) O retorno ao útero (visita) significando a possibilidade de um renascimento. Renascer uma pessoa melhor, de caráter reto (retificandoque), despido das imperfeições e dos vícios que carregava. Como? – Encontrando (invenies) a pedra oculta (occultum lapidem) e trabalhando-a para torná-la justa e perfeita. Estando ciente de que a tal pedra existe e que ela se encontra no interior (interiora) de cada um de nós, está dado o primeiro passo. Depois será a busca do conhecimento.
Quem quer que se empenhe na dura obra do seu aperfeiçoamento espiritual deve penetrar no âmago do seu ser, com o propósito sincero de encontrar e eliminar todas as imperfeições por ventura encontradas. E elas certamente não serão poucas. Este caminho a percorrer haverá de levá-lo à descoberta da Pedra Filosofal ou Pedra Polida; que é o princípio, a Centelha Divina que repousa viva dentro de cada um de nós.
Quando nascemos, trazemos algumas características genéticas que podem nos predispor a desenvolvermos certas doenças ou aptidões intelectuais. Entretanto, nosso caráter é uma folha de papel em branco, na qual irá aos poucos sendo impresso tudo aquilo que nos for transmitido. O bem ou o mal não existem em si mesmos, intrinsecamente. Eles serão desenvolvidos de conformidade com o meio, com os hábitos desenvolvidos, práticas ou costumes, através da educação recebida no lar e da educação formal. Só mais tarde adquirimos um nível de consciência capaz de discernir ou escolher entre o que seria o bem ou o mal, de conformidade com o que tenha sido impresso na folha de papel de que falamos. A tendência natural é preponderar o que tenha maior peso em nosso aprendizado. Nossos valores podem ser modificados mesmo na fase adulta, mas o processo é bem mais complexo e demorado.
Nesses tempos modernos em que vivemos, quando se valoriza sobremodo os bens materiais, superestimando o ter em detrimento do ser, e somos invadidos todo tempo por uma avalanche de informações, quando os falsos alquimistas nos vendem suas fórmulas mágicas para o enriquecimento, enquanto a ganância de povos e nações promove guerras e agressões à natureza colocando em risco a existência da humanidade, parece não haver tempo para reflexões. Tudo é urgente. O aqui e agora não nos permite sequer educar convenientemente nossos filhos. A tecnologia, a Internet, os vídeo-games estão a substituir a educação paterna indo aos poucos minando até mesmo culturas milenares como a dos asiáticos. Parece que nos resta gritar por socorro ao espírito de Sócrates que nos ajude na tentativa desesperada de conhecermo-nos a nós mesmos! Logrando tal intento, é nosso dever como Maçons, sermos o sal da terra. Isto é, transmitir esse conhecimento a outras pessoas. Assim estaremos contribuindo para um mundo melhor; mais humano, menos violento, possivelmente mais fraterno, com menos corrupção, mais justo e perfeito.
Portanto, meus irmãos, a prática de uma VITRIOL faz bem, é necessária e não tem contra-indicação...
.
RUI GONÇALVES DOCA
Membro da Loja Maçônica Liberdade e União 1158
Goiânia - GO
O EVANGÉLICO E A MAÇONARIA
Quando eu ainda era jovem, estudei em um colégio religioso; e por sinal um excelente educandário. Lá, dentre as muitas orientações que repassavam para os alunos, uma delas era que o evangélico (protestante) não pertencia a Deus, e sim, ao Diabo.
Passados alguns anos, conhecendo melhor o evangelismo, conclui que o evangélico fiel e obediente também pertence a Deus tanto quanto aqueles religiosos. Haja vista, que tive o privilégio de me tornar um evangélico.
Hoje, ouve-se dizer que certas religiões não aprovam os princípios maçônicos e alegam, inclusive, que a Maçonaria é de origem satânica, e que os maçons pertencem ao Demônio.
Infelizmente muitos evangélicos fazem coro com aquelas outras religiões, pregando a mesma coisa, isto é, que a maçonaria é diabólica e que os maçons são de Satã. Certo escritor protestante até já chegou a dizer que o evangélico maçom é um falso crente.
Outros evangélicos vão mais longe. Dizem eles que a Maçonaria promove a idolatria, afirmando que "ela admite um tal de ''São João da Escócia" ou "São João de Jerusalém" como padroeiro, e abre os seus trabalhos em seu nome."
Realmente a Maçonaria abre seus trabalhos em nome de São João, como padroeiro. Mas os críticos se esquecem de que padroeiro, segundo Aurélio, é o mesmo que patrono. E patrono é aquele que serve de exemplo, que é espelho, modelo ou paradigma. 0 Exército Brasileiro tem o seu patrono, o Duque de Caxias, e nunca se viu nenhum evangélico deixar de seguir a carreira militar por ter o Caxias como patrono. Tem mais, em toda solenidade de formatura, sobretudo, de curso superior, existe alguém como patrono; e jamais soube-se que um evangélico se omitisse em participar daquele ato porque lá estivesse a figura de patrono.
Há evangélico anunciando por aí que a Maçonaria é religiosamente sincretista. Não é verdade. Para se ingressar na Maçonaria o candidato necessita, sim, professar uma religião. Com isso o maçom pode e dever pertencer a um segmento religioso. E isso não demonstra sincretismo religioso. Pelo contrário, vem provar que a Maçonaria não é religião mas aceita nos seus quadros a convivência de todos os credos religiosos.
Porém não é somente na Maçonaria que os integrantes de vários credos religiosos se inter-relacionam. Não. Nas repartições públicas ou privadas, nos bancos ou em quaisquer outros órgãos, vamos encontrar funcionários dessas instituições professando as mais diversas crenças. E no entanto, ninguém é discriminado ou escandalizado pelo seu princípio de fé ou crença. Geralmente todos trabalham na mais perfeita harmonia e ordem, relacionando-se muito bem entre si.
A Maçonaria é também censurada por determinados evangélicos quanto aos, segredos maçônicos. Esses crentes dizem que na Igreja Evangélica nada há em oculto, tudo é feito à vista de todos, e as suas reuniões privativas nada têm de secretismo."
Todavia a Bíblia não diz assim e a prática não confirma tal afirmação. As Sagradas Escrituras, em Mateus - 8:4, registram: "Disse então Jesus ao leproso que havia curado: Olha, não digas a ninguém, mas vai e mostra-te ao sacerdote ...". Ainda em Apocalipse -10:4 está escrito.. "Guarda em segredo as cousas que os sete trovões falaram, e não as escreve". Há também assuntos tratados no seio das igrejas que não são levados ao conhecimento público da congregação; sobretudo nas chamadas reuniões privativas, as quais, entende-se, são a mesma coisa que secretas.
Portanto as referências ora mencionadas são exemplos de segredo ou sigilo. As primeiras os evangélicos devem conhecer, pois são bíblicas. E as outras, especialmente os líderes, com certeza as praticam em suas reuniões administrativas particulares e privativas.
A maçonaria também é criticada por alguns protestantes pela adoção dos símbolos.
Na realidade existem muitos símbolos maçônicos. Todavia, todos eles têm os seus significados específicos, como a Estrela Radiante, que é o emblema da Divindade; e tantos outros, os quais vão sendo conhecidos de acordo com os graus atingidos pelo maçom.
Por outro lado, no mundo profano também encontram-se vários símbolos, dentre eles, a Bandeira Nacional que é o símbolo da Pátria; a balança no direito, simbolizando a Justiça; e muitos outros.
A Bíblia, por sua vez, mostra também, muitos e muitos símbolos, tais como o arco-íris, símbolo que representa uma aliança entre Deus e os homens, e ainda a beleza, respectivamente (Gênesis - 9:13 e Apocalipse - 4:3), o cavalo, símbolo da força (Apocalipse - 6); o dragão, simbolizando Satanás (Apocalipse - 13). Há inúmeros outros símbolos contidos no Livro Sagrado.
Existem evangélicos afirmando que a Maçonaria é uma Instituição Pagã. Aí há mais um erro por eles cometido. Pois os trabalhos em uma loja maçônica são abertos invocando o auxílio do Supremo Arquiteto do Universo, que é o próprio Deus. E esse Supremo Arquiteto é relatado em Hebreus - 11:3 e 10, e Jeremias - 10:12. Pois em toda abertura dos trabalhos lê-se um texto no Livro da Lei (Bíblia), de conformidade com o grau em que estão sendo realizados os trabalhos.
E tem mais, pode-se afirmar que existe dentro da Maçonaria um respeito muito grande entre os irmãos quanto aos seus princípios ideológicos, culturais e acima de tudo religiosos.
Finalizando, quero testemunhar que há mais de quarenta anos sou evangélico, e tenho plena convicção que, graças a Deus, não sou do Diabo, como antes ouvia afirmar. Outrossim, há aproximadamente quinze anos sou maçom, e me sinto também confiante de que não pertenço a Satanás como muitos afirmam por aí, mas a Deus, o Supremo Arquiteto do Universo.
Portanto, irmãos, o evangélico pode e deve ser um maçom, acima de tudo justo, verdadeiro e eficiente.
.
NILSON RIBEIRO LEITE
Membro das Lojas Maçônicas
Aprendizes do Bem 1940
Luz no Horizonte 2038
Fonte: http://www.gobgo.org.br/cultural/2009/evangelico.html
LOJA MAÇÔNICA NO PRESÍDIO
LOJA MAÇÔNICA NO PRESÍDIO
Luiz Gonzaga Marques
Foto ilustrativa
Nasceu no Presídio de Santa Leopoldina, Província de Goyaz, a Loja Maçônica “Fraternidade Araguayana”, a 2ª (segunda) em antiguidade (Grande Oriente do Estado de Goiás).
Criado pela Lei Imperial de 29 de janeiro de 1.849, esse Presídio Militar foi construído no Governo Provincial do Dr. Eduardo Olympio Machado, pelo Doutor em matemática, João Batista de Castro Morais Anta.
Desde o início, o estabelecimento tornou-se conhecido apenas pela denominação de Leopoldina, nome que também teve a povoação que se formou ali na margem direita do Rio Araguaia e na confluência do Rio Vermelho, território goiano.
Com a chegada de religiosos, a localidade passou a ser chamada de Santa Leopoldina.
De 1939 a 1958, sustentou a condição de Distrito do Município de Goiás; por força da Lei Estadual nº 2.427, de 18 de dezembro de 1958, foi levado à categoria de Município, instalado no dia 1º de janeiro de 1959, com o nome de Aruanã.
A historia conta que, sob a presidência do Dr. Antero Cícero de Assis, foi criada a Companhia de Aprendizes Militares, pelo decreto nº 5.205, de 3 de junho de 1876, instalada a 7 de setembro de 1877, e no seu quadro administrativo aproveitado o tenente reformado do Exército, Manoel Pereira de Mesquita, para ocupar o cargo de “Constructor”.
O ten. Manoel Pereira de Mesquita, Grau 30, do Quadro de Obreiros da Augusta Loja Capitular “Estrela do Oriente”, Oriente de Cuiabá-MT, participava da vida da Augusta e Respeitável Loja Capitular “Azylo da Razão”, Oriente de Villa Boa de Goyaz, Capital da Província de Goyaz, onde residia e era domiciliado.
No exercício do cargo, em Leopoldina, com autorização do Delegado Especial do Grande Oriente do Brasil na Província, Irmão Augusto Teixeira de Magalhães Leite, promoveu a fundação da Loja Simbólica “Fraternidade Araguayana”, com sede no Presídio de Leopoldina ou de Santa Leopoldina, já em plena atividade, na margem direita do majestoso Rio Araguaia. Foi seu primeiro e, talvez, o único e último Venerável-Mestre.
Para maior esclarecimento, “Presídio”, “Forte” ou “Fortaleza”, era estabelecimento que tinha à época, por função dar apoio à navegação e sustentação ao comércio desenvolvido pelas Companhias de Navegação, então existentes.
O termo “Presídio” não significava “Detenção”, “Prisão”, mas uma “Praça de Armas”, o que equivale a dizer que se tratava de uma “Vila” fortificada, com guarnição de soldados para cuidar da defesa contra eventuais invasões, armadas ou não, notadamente dos valentes guerreiros Carajás, hostis ao homem civilizado.
Ainda que desconhecida e irregular, não é ingenuidade histórica acreditar na existência dessa Loja Maçônica “Fraternidade Araguayana”, pois documento autêntico, datado de 1877, atesta e revela o fato de que tinha vida chancelado pelo Irmão Manoel Pereira de Mesquita.
Alias, demonstra o documento que o seu Venerável-Mestre, Irmão Manoel Pereira de Mesquita, escrevia, fluentemente, tinha grande conhecimento de Maçonaria, dominava as suas leis e regulamentos, era maçom identificado com a Ordem, competente para fundar e dirigir uma Loja Maçônica, em qualquer época e local diferente.
Autor: Luiz Gonzaga Marques é membro da Loja Maçônica "Liberdade e União", membro da Academia Goiana Maçônica de Letras, e ex- Ministro do Supremo Tribunal de Justiça Maçônico do Grande Oriente do Brasil.
Artigo publicado no jornal "Voz do Oriente" do Grande Oriente do Estado de Goiás, edição nº 04 de novembro e dezembro de 1995.
Fonte: http://www.gobgo.org.br/diversos/historia/LojaPresidio.html
FRATERNIDADE NA MAÇONARIA
FRATERNIDADE é compreensão,
Onde os Irmãos sabem dizer, ou ouvir: Sim ou Não!
FRATERNIDADE é Alegria,
Quando os Irmãos estão junto Todo o Dia!
FRATERNIDADE é União,
Onde os Irmãos estão sempre em comunhão!
FRATERNIDADE é Ajuda Mútua,
Quando os Irmãos não fogem á Luta!
FRATERNIDADE é Felicidade,
Onde os Irmãos afastam a Vaidade!
FRATERNIDADE é Viver em Paz,
Quando cada Irmão, Sorrir é Capaz!
FRATERNIDADE é Amor,
Onde os Irmãos estão juntos na Alegria e na Dor!
FRATERNIDADE é Doação,
Quando cada Irmão tem o outro no Coração!
FRATERNIDADE é Justiça,
Onde os Irmãos não têm Cobiça!
FRATERNIDADE é Esperança,
Quando cada Irmão, a paz, sempre Alcança!
FRATERNIDADE MAÇÔNICA é quase tudo isto,
Por isto, não desisto!
Hoje e sempre, insisto,
Ver em cada Irmão, o ensinamento de CRISTO!
.
LÁZARO CORRÊA BITTENCOURT
Membro da Loja Maçônica João Pedro Junqueira 2181
Anápolis - GO
Fonte: http://www.gobgo.org.br/cultural/2009/fraternidade.html
O MAÇOM E SUA LOJA
“Oh! Quão bom e suave é que os Irmãos habitem em união”
Existe uma historinha que volta e meia estamos ouvindo no meio maçônico, mas que nunca é demais repetir:
“Conta-se que em uma pequena cidade da Inglaterra, havia um pastor que conhecia praticamente todos os cidadãos da localidade.
“Nos cultos dominicais, era comum que algumas pessoas ocupassem sempre os mesmos lugares na igreja. Assim, num determinado banco, sempre estava um senhor muito respeitado e querido no lugar.
“Num determinado dia, o pastor notou que aquele banco estava vazio. Achou estranho. Porém, não se preocupou muito porque era comum alguém faltar ao culto esporadicamente por um motivo ou outro.
“Na semana seguinte, novamente o banco estava vazio, levando o pastor a especular-se sobre o fato.
“Na terceira semana o banco continuou vazio.
“Terminado o culto, o pastor dirigiu-se à residência daquele Irmão para indagar-lhe o motivo de suas ausências.
“O cidadão arguiu que há muitos anos freqüentava aquela igreja e que já estava achando os cultos muito enfadonhos e repetitivos. Disse que já sabia de cor e salteado tudo o que o pastor falava.
“Foi então que o pastor foi até a lareira, retirou de lá uma brasa e colocou-a em cima da pedra que servia de parapeito da janela. Dentro de pouco tempo, essa brasa começou a se apagar.
“Passados alguns instantes de silêncio entre aqueles dois homens, o cidadão faltoso disse: Pastor, compreendi a sua mensagem.
“E voltou a freqüentar o culto como sempre o fez”
Moral da história: Uma brasa sozinha perde o seu calor muito rapidamente.
Meus Irmãos!
A pequena história que contamos acima vem bem a calhar com o que acontece nas Lojas Maçônicas de forma geral. Muitos Irmãos deixam de freqüentar a sua Loja alegando motivos muitas vezes inconsistentes. Muitas vezes, quando comparecem, acham que a reunião está chata e demorada.
A Maçonaria, como já depreendemos, visa a mudança do homem em seu interior. O seu objetivo é que o homem evolua interiormente, e em fazendo isso, estará contribuindo para a evolução não só dos maçons de forma particular, como de toda a sociedade. O comportamento do homem normalmente reflete o seu interior. Alguns podem até conseguir disfarçar por algum tempo, mas nunca o conseguirão por todo o tempo.
O homem que deseja sinceramente evoluir em seu íntimo, deve fazê-lo mudando inicialmente a sua maneira de pensar. Deverá direcionar seus pensamentos para atitudes nobres. Quando nos propomos a realizar alguma coisa ou participar de qualquer evento, sociedade ou o que for, devemos inicialmente perguntar-nos se realmente é aquilo que queremos. Após a decisão tomada, devemos dar o melhor de nós na realização daquilo a que nós nos propusemos. Em outras palavras: devemos colocar AMOR naquilo que fazemos.
A Maçonaria é uma sociedade iniciática, isto é, os seus membros devem passar por uma cerimônia de iniciação, quando o neófito morre para o mundo profano, ou seja, o mundo dos erros e dos vícios e renasce em um mundo diferente. Um mundo dedicado ao trabalho e à virtude.
Mas será que a iniciação consiste somente naquela cerimônia do primeiro dia? Com certeza, a resposta é NÃO. A iniciação envolve todo um processo no qual o iniciado vai galgando degrau por degrau durante toda sua vida maçônica.
O verdadeiro maçom é aquele que busca extrair dos postulados da Ordem, os ensinamentos de que carece para sua evolução. Infelizmente, muitos maçons esperam que após a sua iniciação, lhes sejam aberta a cabeça e lá colocado vários tonéis de conhecimentos. Muitos maçons têm a ilusão de que com a iniciação, lhes seja revelada uma fórmula mágica que propicie uma mudança radical em sua vida. E isso, evidentemente, é só uma ilusão. A verdade é que os fatos não acontecem dessa forma.
Devemos reconhecer que existem falhas por parte das Lojas. E elas não são poucas. Por outro lado, notamos que existe uma grande apatia de parcela significativa de maçons em procurar conhecer a Maçonaria profundamente. E a forma de fazê-lo é só através da leitura, do estudo persistente. Observa-se uma situação peculiar nessa questão: quem já está dentro há mais tempo, não possui os conhecimentos necessários a uma boa orientação aos neófitos e estes por sua vez, não sendo bem orientados, tendem a seguir o comportamento dos mais velhos. É aquela velha máxima que diz que“o homem é um produto do meio”. O verdadeiro maçom é aquele que busca conhecer a Ordem a que pertence sem esperar que os outros o façam por ele.
Por outro lado, devemos compreender que se queremos ser verdadeiramente maçons, não podemos ficar somente observando as falhas dos outros. Se ingressamos na Ordem e deparamos com um ambiente que não corresponde à expectativa que tínhamos, certamente que o caminho mais correto não é o de abandoná-la, ou pior ainda, continuar fazendo parte da mesma, porém de forma indiferente. O procedimento correto do verdadeiro maçom é procurar se evoluir e tentar, através de seus conhecimentos, buscar iluminar aqueles menos interessados. Se cada um de nós procurar agir dessa maneira, com certeza estaremos construindo uma Maçonaria muito melhor, formando melhores maçons e por conseqüência, contribuindo para a melhoria da sociedade como um todo. É fácil reconhecer um maçom desinteressado: ele está sempre reclamando que a sessão está demorando e que precisa ir embora por um motivo ou outro; ele sempre encontra razões em não colaborar com os afazeres da Loja.
Assim, um dos preceitos básicos que devemos observar é o da tolerância. Sem a tolerância não haverá companheirismo. Para haver tolerância e companheirismo, é necessário muita humildade e respeito. Talvez resida aí o primeiro passo que devemos dar para a nossa mudança interior, da qual falamos linhas acima. Tolerância não significa conivência. Devemos sim, ser tolerantes com as falhas dos Irmãos, com todos os seus defeitos e fraquezas, jamais com a preguiça e a indolência.
Falamos também acima, que devemos colocar AMOR em toda empresa de que participarmos. Então, quando participamos de uma sessão maçônica, devemos fazê-lo com a maior boa vontade possível. Ao nos dirigirmos para a Loja a fim de assistirmos os trabalhos, devemos procurar ter pensamentos nobres e sublimes. Só assim estaremos contribuindo para a formação de uma corrente positiva dentro do templo, e por conseqüência, auferindo os benefícios que dela advém. Essa corrente de pensamento positivo é a chamada EGRÉGORA MAÇÔNICA. Os Irmãos certamente já experimen-taram a sensação de paz que existe em determinados locais, principalmente em templos religiosos ou outros lugares onde não exista a presença de energias negativas. É justamente esse ambiente de paz e serenidade que devemos procurar proporcionar em nossas reuniões.
Conforme prevê a nossa Constituição, “a Maçonaria pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade, por meio do cumprimento inflexível do dever”.
A Maçonaria propaga e defende a VERDADE como simples verdade. Assim, se o maçom busca sua mudança interior, o primeiro preceito que ele deve procurar desenvolver é o da verdade. Verdade sobre si mesmo e para consigo mesmo. Será se o motivo alegado para faltar a uma sessão é o verdadeiro? Será se estamos doando de nós tudo o que podemos em benefício de nossa Loja, em benefício do grupo a que pertencemos, ou seja em benefício de nós mesmos? Vale a pena meditar sobre isso.
Se cada um de nós fizer a sua parte, com certeza, os resultados nos surpreenderão a todos. Alguém já disse que “o todo é muito maior do que a simples soma das partes”.
.
JOSÉ ALVES FRAGA
Membro da Loja Maçônica Estrela da Serrinha 2033
Goiânia - GO